segunda-feira, 7 de abril de 2014

Família, lugar privilegiado para educar e amar

a crianca e a familia“Lar, doce lar”, quem já não ouviu ou falou essa expressão? As pessoas geralmente tem uma ideia de lar associada à família, um lugar de aconchego, amor, de partilha, onde cada um se sente bem e, em caso de distância, sempre sonha em voltar para lá. Lar é diferente de casa, que se refere mais a o imóvel mesmo, sem uma maior conotação afetiva. Lar é o berço da família. E como estão as nossas famílias hoje? Elas vivem em paz e harmonia em um lugar que possam chamar de lar? Os últimos dados do IBGE demonstram as profundas mudanças que a família brasileira vem passando ao longo dos últimos anos. Mais de um terço das uniões no Brasil são consensuais (sem casamento civil ou religioso). Este tipo de relacionamento aumentou de 28,6%, em 2000, para 36,4% do total. O número de casados caiu de 37% para 34,8% entre 2000 e 2010. O percentual de divorciados quase dobrou no mesmo período, passando de 1,7% para 3,1%. e o percentual de famílias chefiadas só por mulheres passou de 22,2% para 37,3%, entre 2000 e 2010.
A Pastoral da Criança, em sua trajetória de mais de 30 anos de trabalho, sempre priorizou a família com ênfase especial no bem estar da criança. Como as famílias das comunidades, especialmente as mais pobres e em situação de risco, podem proporcionar à criança um ambiente de paz, de amor, para que ela possa crescer e se desenvolver bem, em todos os aspectos da vida? Para ajudar a responder concretamente essa questão, as lideranças da Pastoral da Criança realizam mensalmente a visita domiciliar, onde têm contato direto com a realidade de cada família e percebem o ambiente próprio em que cada criança se encontra. No respeito e na acolhida da diversidade das famílias, o líder se torna presença solidária, amiga, no apoio e promoção dessas famílias, para que elas possam ser sempre mais um lugar privilegiado de educação e amor para com seus filhos.

"Nós precisamos de uma família"

O modelo de família mudou muito nestes últimos anos. Antes a família era constituída por pais, mães e filhos, hoje podemos ver, casais sem filhos, mães solteiras com filhos, pais solteiros com filhos e outras formas de famílias. Tudo isso é o reflexo de como a sociedade se transformou, mudou e continua mudando.
Contudo sabemos que os laços familiares são importantes e a família é a base de tudo. Com ela aprendemos os valores humanos que levamos para toda a vida, o amor, o respeito e a paz. Por isso devemos cuidar bem da família.
E para entendermos mais sobre o lugar privilegiado da criança, que é na própria família, nossa entrevista é com o padre Vladimir Porrecka, psicólogo e assessor nacional da comissão episcopal pastoral para vida e a família da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

padre wladimir porrecaPadre Vladimir, por que é importante para a criança ter uma família?

A família é uma necessidade humana como respirar, dormir e comer. Nós precisamos de uma família, ninguém nessa vida vive sem família.

O que a família precisa para ser e viver como família?

A família precisa ser família e não outra coisa. Precisamos deixar o humano estar em nós como prioridade, não o econômico. Gastar mais tempo com o pessoal dentro de casa e encontrar momentos para estarmos juntos, isso favorece muita a vida familiar. Depois é o testemunho familiar, testemunho da união, do favorecimento, do comprometimento, do companheirismo que é possível na família.

Quem pode e deve ajudar a família?

Como nós pagamos impostos para o sistema comum, o governo deve dar subsídio necessário para isso. Em segundo, nós também devemos fazer acontecer, olha que bonito o exemplo da Pastoral da Criança. Também deve ter uma iniciativa popular, de cidadãos, e por último, também pessoalmente, numa convicção religiosa, podemos fazer muito.
Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança. Ouça o programa de 15 minutos na íntegra
Programa de Rádio 1175 - 07/04/2014 - A criança e a família

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