quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Juventude no discipulado de Cristo Jesus.



Tema.: Setor  juventude: formar, rever, ousar e celebrar.
Lema: Juventude no discipulado de Cristo Jesus.   
   
                                                                                               
RESUMO: Esta formação apresenta uma proposta de como colocar em prática os anseios da Igreja Católica apostólica Romana fundamentada no concilio Vaticano II e reforçada pelo documento da conferencia Latino americana de Aparecida de 2007, e discutida na 51 (quinquagésima Primeira) da Assembleia Geral da conferencia nacional dos Bispos do Brasil no que se refere a formação de lideranças para atuar nas pastorais, movimentos e comunidades de nossas Paróquias, é fundamentado na vasta experiência da Igreja nas diversas comunidades da Diocese de Cametá me sinto na responsabilidade de apresentar uma ideia para agilizarmos a implantação e animação de pastorais, movimentos e comunidades em nossa diocese no método Pequenas Comunidades Cristãs.

INTRODUÇÃO
            Vamos expor as reflexões sobre questões práticas de como ser eficiente na implantação e animação dos grupos de movimentos e pastorais das Pequenas Comunidades de Base - CEBS ou como é chamada aqui na Diocese de Cametá de Comunidades Cristãs, que estão inseridas nas diversas localidades de nossa Diocese, de maneira simples e adaptável a todas as realidades sem deixar perder o que é essencial como a vida comunitária, o culto a Deus, a vivencia da palavra de Deus, a Comunhão Eucarística e a unidade da Igreja de Cristo Jesus; mas com o passar dos anos o cotidianos das pessoas sofreram mudanças com acesso novas tecnologias, novas formas de diversão e novas formas de moradia, as comunidades tem sofrido muito com a dificuldade de Ser Igreja acompanhando essas mudanças sem perder a Fé. Com a Atuação da Fraternidade Secular Servos e Servas do Cristo Bom Pastor  começamos uma experiência a partir de 2011 e nós aqui, chamaremos a Proposta de Pequenas Comunidades Cristãs sem perder o que já é vivido nas comunidades Eclesiais de Base na Igreja do Brasil e da América latina, é pequena no tamanho da necessidade de cada Cristão em viver tudo que a Igreja pode oferecer, sem precisar de estrutura física e nem da quantidade especifica de pessoas, o Reino de Deus se faz presente em qualquer situação. Qualquer grupo dentro de Igreja é Igreja e precisa ser Igreja. A partir de Agora os grupos de Jovens dentro de suas varias realidades e espiritualidades serão chamadas de comunidades Jovens.

1-    Vamos trabalhar alguns conceitos populares de Igreja:
1- O edifício   2- A instituição 3- A organização  4 -O sistema.
DEFINIÇÃO DE IGREJA: DO LATIM ECCLESIA DERIVADO DO GREGO EKKLESÌA SIGNIFICA REUNIÃO, ASSEMBLEIA.
Um dicionário comum, o Aurélio Século XXI, publicado em 1999. Conforme este dicionário, a palavra igreja significa: “1. Templo cristão.... 2. Autoridade eclesiástica. 3. A comunidade dos cristãos. 4. O conjunto dos fiéis ligados pela mesma fé e sujeitos aos mesmos chefes espirituais”.
Por se referir a um conjunto ou assembleia de pessoas, a palavra é usada  no Novo Testamento para identificar um grupo local, uma comunidade que se reunia em determinada cidade, por exemplo. Este é o sentido quando lemos da “igreja de Deus que está em Corinto” (1 Coríntios 1,2), ou, referindo-se a várias comunidades na mesma região, as “igrejas da Galácia” (Gálatas 1,2).
O ponto importante quando pensamos no significado bíblico da palavra igreja é entender que fala de pessoas, e não de prédios. No uso popular, igreja pode significar edifício, mas no uso bíblico, nunca se refere a um local construído com blocos e cimento. O edifício é espiritual, e as pedras usadas na construção são os próprios cristãos. Com este entendimento, podemos evitar distorções populares. Uma igreja não precisa de “templo” ou “prédio” para ser real e legítima, precisa de pessoas! Evitemos, também, um outro extremo de alguns que ensinam que igrejas necessariamente se reúnem somente em casas. Enquanto algumas igrejas no Novo Testamento se reuniam nas casas de irmãos, não foi um padrão universal. Sabemos que uma igreja se reunia no Pórtico de Salomão (Atos 5,12), e outra em um cenáculo ou sala superior (Atos 20,8). Em muitos casos, a Bíblia não fala do local das reuniões, pois a ênfase não está no lugar, e sim nas pessoas chamadas para pertencer a Cristo. É isso que igreja significa!
O Novo Testamento fala de muitas igrejas domésticas “Dia a dia, nos pátios do templo e de casa em casa, nunca paravam de ensinar e proclamar as boas novas de que Jesus é o Cristo”.  Atos 5,42
“Saúda também a Igreja que se reúne em casa”. Romanos 16,5
Para os Cristão dos primeiros séculos o assunto estava bem claro, cada lar era uma igreja, é precisamente o que deve acontecer agora em nossos dias.

2-    QUAIS SÃO AS CARACTERÍSTICAS DA IGREJA DE CRISTO JESUS.?
Una
É uma e com um só pastor, único é o povo de Deus, um só é o Senhor, uma só fé e comum dignidade dos membros e o convite à salvação.
Santa
É santa porque vem de Deus, parte d’Ele e foi salva pelo próprio Senhor Jesus no gesto de maior amor com a sua morte e ressurreição. E porque é constituída por santos.
Católica
É católica isto é universal, dispersa por todo o mundo com a finalidade de resplandecer para todos os povos a graça do Salvador. 
Apostólica
É apostólica enquanto fundada sobre a palavra e sobre o testemunho dos apóstolos. Que são o Papa, sucessor de São Pedro e os bispos, sucessores dos outros apóstolos garantes da fé. "E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela". (Mt 16,18)

A primeira experiência de fé acontece dentro da família, por isso todos os jovens tem como ponto de partida a família que ele está inserido que é pequena comunidade da grande Igreja de Cristo Jesus.
 
Vamos refletir um pouco?
O QUE FAZ DE UMA FAMÍLIA UMA IGREJA?
"PORQUE ONDE DOIS OU TRÊS ESTÃO REUNIDOS EM MEU NOME, AÍ ESTOU EU NO MEIO DELES". (MT 18,20)
A presença invocada de Cristo com o objetivo de adorá-lo faz de um lugar um santuário, um templo.
Desde o Antigo testamento na profecia de Josué ficou bem claro esse sentimento de família que servia ao Senhor. Confiram o texto abaixo: Josué 24,15 Porém se vos desagrada servir o Senhor, escolhei hoje a quem quereis servir: se aos deuses, a quem serviram os vossos pais além do rio, se aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Porque, quanto a mim, eu e minha casa serviremos o Senhor.
Na Pequena comunidade Cristã, CADA FAMÍLIA UMA IGREJA, CADA MEMBRO UM MINISTRO.
a)    Definição de Comunidade:
Dicionário Aurélio: 1 Qualidade daquilo que é comum. 2 Agremiação.3 Comuna.4 Sociedade.5 Identidade.6 Paridade.7 Conformidade.8 Lugar onde vivem indivíduos agremiados.
Teologicamente a palavra comunidade significa união íntima ou a comunhão das pessoas entre si e delas com Deus Trindade.
 Essa comunhão se realiza fundamentalmente pelo Batismo e pela Eucaristia.
 A paróquia, entendida como comunidade, é o local onde se ouve a convocação feita por Deus, em Cristo, para que todos sejam um e vivam como irmãos. É a Igreja que está onde as pessoas se encontram, independentemente dos vínculos de território, de moradia ou de pertença geográfica. (4.4 Documento 100 CNBB)

A comunidade cristã é a experiência de Igreja que acontece ao redor da casa [domus ecclesiae]: “Paróquia: esta é a última localização da Igreja; é, em certo sentido, a própria Igreja que vive no meio das casas dos seus filhos e das suas filhas.” É a Igreja que está onde as pessoas se encontram. (4.6 Documento 100 CNBB).

O povo de Deus no A.T. a comunidade de Israel aparece como o povo temente a Deus, que Deus acompanhou o povo da Aliança. Mas o Deus da Bíblia não é um Deus racista, segregacionista.
Escolheu o povo hebreu como primeiro interlocutor de um diálogo que viria a estender-se a todos os povos, primeiro destinatário de uma salvação que foi posta ao alcance de todos os homens.
Por isso a Igreja, Povo de Deus, deve reunir em si todos os povos da terra e da história "Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo". (Mt 28,19)

      a.b) Critérios para uma comunidade ser Cristã.
 Toda comunidade cristã se inspira nos quatro elementos distintivos da Igreja       primitiva: “Eles eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos
apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações” (At 2,42).
 1) o ensinamento dos apóstolos; - CATEQUESE
 2) a comunhão fraterna; - CARIDADE
 3) a fração do pão (Eucaristia); e - LITURGIA
 d) as orações. – ESPIRITUALIDADE
                                                                                        
      a.b.c) A Partilha dos Bens e o Sustento das Atividades das Pequenas comunidades.          
 “Todos os que abraçavam a fé viviam unidos e possuíam tudo em comum; vendiam as suas propriedades e seus bens e repartiam o dinheiro entre todos, conforme a necessidade de cada um” (cf. At 2,44-45). Isso implicava uma nova forma de entender até mesmo o dízimo. Enquanto para Israel era uma obrigação religiosa, a partilha de bens dos cristãos era manifestação autêntica e espontânea da fé: “Cada um dê
conforme tiver decidido em seu coração, sem pesar, nem constrangimento, pois Deus ama a quem dá com alegria” (2Cor 9,7).

b)   A liderança nas Pequenas Comunidades Cristãs.
São Paulo escreve em Efésios 4,11-12 que Deus deu dons à liderança da igreja com o propósito de treinar os batizados para fazerem o serviço cristão. O alvo da liderança, portanto é “preparar o povo de Deus para os serviços diversos de evangelização, a fim de construir o corpo de Cristo”. João ecoa essa verdade em Apocalipse 1,6 quando diz que Cristo fez de nós um reino de sacerdotes.

“Os leigos também são chamados a participar na ação pastoral da Igreja, primeiro com o testemunho de vida e, em segundo lugar, com ações no campo da evangelização, da vida litúrgica e outras formas de apostolado, segundo as necessidades locais e sob a guia de seus pastores. Para o cumprimento de sua missão, entretanto, se faz necessária ao leigo uma séria formação doutrinal, pastoral, espiritual e um adequado acompanhamento (DA, n. 212)” . “No entanto, seja qual for a sua atuação, o leigo permanece sempre leigo e sua vocação-função principal é sempre a de ser sal e luz do mundo (ChL 15) pelo testemunho da santidade (ChL 16) “Os leigos participam, por força do Batismo e da Crisma, no múnus sacerdotal, profético e régio de Cristo (LG 34-36)” . E é por força destes sacramentos que o leigo torna-se discípulo missionário (DA, n. 213).

A “Nova Evangelização” para vivência do Reino de Deus necessita da participação de todo o seu povo. O tempo para que apenas alguns escolhidos façam o trabalho do ministério já passou. Este é, ao contrário, o tempo de confiar no Espírito Santo para agir em todo o Corpo de Cristo.
                                                                                            
Na igreja em Pequenas Comunidades, todos os batizados assumem por força do Batismo e da Crisma, o múnus sacerdotal, profético e régio de Cristo (LG 34-36)” . E é por força destes sacramentos que o leigo torna-se discípulo missionário (DA, n. 213). cada um é encorajado a participar em Pequenas Comunidades e a usar os seus dons espirituais. “Sejam bons administradores dos diferentes dons, que receberam de Deus. Que cada um use o seu próprio dom para o bem dos outros” (I Pedro 4,10) Ninguém fica sentado passivamente. Cada um precisa estar envolvido.
O sucesso da igreja em Pequenas Comunidades depende da transformação de pessoas em assumir a missão da Igreja. O Espírito Santo é a força por trás das Pequenas Comunidades nas casas. O alvo são todas as pessoas que necessitam de viver a fé Cristã e, portanto a Pequena Comunidade faz-nos como os primeiros Cristãos a viver o testemunho de ser de Cristo Jesus.

O CRISTÃO NA PEQUENA COMUNIDADE EXERCE POR FORÇA DO BATISMO E DA CRISMA, NO MÚNUS SACERDOTAL, PROFÉTICO E RÉGIO DE CRISTO.    (LG 34-36).
c)    O que se espera do Ministério de Uma Pequena Comunidade Cristã?
 "EU SOU O BOM PASTOR. O BOM PASTOR DÁ A SUA VIDA PELAS OVELHAS". (JO 10,11) de acordo com esse evangelho o Ministério de uma Pequena Comunidade Cristã precisa:

1.Cuidar das ovelhas (Atos 20,28-29).         
A Pequena Comunidade Cristã visita, aconselha e reza pelo rebanho doente. Cada membro da Pequena Comunidade Cristã é responsável por cuidar da Pequena Comunidade como um pastor cuida do seu rebanho.

2. Conhecer as ovelhas (João 10,14-15)
As Pequenas Comunidades Cristãs eficazes procuram conhecer cada pessoa que entra na Comunidade.
3. Procurar as ovelhas (Lucas 15,4)
Jesus fala sobre deixar o rebanho de 99 ovelhas para procurar aquela que se perdeu. Sabendo que um mundo dominado pelo distanciamento da fé onde tudo está sempre operando contra a santidade nas vidas das pessoas, os membros da Pequena Comunidade Cristã, como um verdadeiro pastor vai atrás da ovelha que deixou de frequentar a igreja e o anima para formar a Pequena Comunidade, e como disse o Papa Francisco: nossa realidade é inversa nós temos apenas uma no aprisco e as 99 estão fora, não podemos nos acostumar com a ideia de sermos penteadores de uma ovelha, somos pastores de todo o rebanho que está disperso.

4. Alimentar as ovelhas (Salmos 23,1-3)
Nos encontros e Celebrações da Pequena Comunidade a palavra de Deus sempre tem um lugar central a Eucaristia é o Alimento que sustenta na caminhada rumo ao Reino definitivo. Eles precisam conhecê-la o suficiente para trazer a Comunidade amorosamente à compreensão de como a Bíblia se aplica às suas vidas diárias. Dessa forma, as ovelhas são alimentadas e deixam a reunião e a Celebração da Pequena Comunidade para assumir a missão.

5. Proteger as ovelhas (João 10, 10, Efésios 6,12)
O Diabo anda em volta como um leão que ruge, procurando devorar o rebanho de Deus (I Pedro 5,8-9). Na igreja em Pequena Comunidade cada 12 membros, em média, estão sob os cuidados e a orientação de um Ministro da Pequena Comunidade e um auxiliar, que são responsáveis pela proteção do seu rebanho.

6. Estar disposto a multiplicar a liderança
Igreja em Pequenas Comunidades em crescimento equipam os seus líderes de forma bem-sucedida, usando tanto o trabalho prévio como a formação contínua. A liderança Pastoral na igreja em Pequena Comunidade precisa confiar que o Espírito Santo opera por meio daqueles que desejam servir a Jesus, demonstram entusiasmo e têm um testemunho claro.
Em Marcos 6, 34. Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-se dela, porque era como ovelhas que não têm pastor. E começou a ensinar-lhes muitas coisas.
Diante de uma realidade com poucos sacerdotes para acolher os Batizados filhos de Deus membros da Igreja de Jesus Cristo ouvimos o apelo do mestre que manda Mascos 6,37. Dai-lhes vós mesmos de comer. E essa missão é para todos os homens e mulheres que através dos Ministérios não ordenados procurando responder o Chamado que o Senhor da Messe  assumindo sua vocação e missão de cristãos leigos e leigas.
Entre os discípulos de Cristo, os homens e mulheres que vivem no mundo participam, pelo seu Batismo e pela sua Confirmação, da missão régia, sacerdotal e profética de Nosso Senhor Jesus Cristo. Eles têm como vocação difundir a presença de Cristo no coração da humanidade, para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e aceita por todos os homens” (Decreto do Vaticano II: “Apostolicam Actuositatem” sobre o Apostolado dos Leigos, n. 3).
3-    A vivencia dos Sete Sacramentos da Igreja nas Pequenas comunidades Cristã.
A Igreja como mãe  tem tudo o que é necessários para que seus filhos tenham os auxílios suficiente  para a  caminhada rumo ao céu conforme no apresente o catecismo da Igreja Católica- CIC. 
1210. Os sacramentos da nova Lei foram instituídos por Cristo e são em número de sete, a saber: o Batismo, a Confirmação, a Eucaristia, a Penitência, a Unção dos Enfermos, a Ordem e o Matrimónio. Os sete sacramentos tocam todas as etapas e momentos importantes da vida do cristão: outorgam nascimento e crescimento, cura e missão à vida de fé dos cristãos. Há aqui uma certa semelhança entre as etapas da vida natural e as da vida espiritual (1).
1211. Seguindo esta analogia, temos primeiro os três sacramentos da iniciação cristã, depois os sacramentos de cura e finalmente os que estão ao serviço da comunhão e da missão dos fiéis. Esta ordem não é, certamente, a única possível, mas permite ver que os sacramentos formam um organismo, no qual cada sacramento particular tem o seu lugar vital. Neste organismo, a Eucaristia ocupa um lugar único, como «sacramento dos sacramentos»: «todos os outros sacramentos estão ordenados para este, como para o seu fim» (2).

                            

   4-  Maria como modelo de Fé nas Pequenas Comunidades Cristãs.
O Evangelho de Lucas é o que mais apresenta a figura de Maria como participante dos mistérios de Cristo. 
O evangelista quer mostrar em Maria um perfeito modelo de vida cristã ou uma preocupação de querer dizer às comunidades nascentes que em Maria, se antecipa a vocação da Igreja e de cada cristão em relação à revelação divina dada em Jesus Cristo. 
Maria é sempre apresentada como uma presença discreta, preocupada somente com a compreensão e a realização da vontade do Pai, a partir dos acontecimentos na vida de Jesus, segundo nos permite dizer o evangelista: “Maria, contudo, conservava cuidadosamente todos esses acontecimentos em seu coração”. (Lc 2, 19). Assim, como não se pode falar de Jesus, sem falar de sua mãe, Maria de Nazaré; assim, não se pode falar da verdadeira Igreja de Cristo, sem tomar em consideração o amor e a devoção com que, desde o começo, o povo de Deus invoca Nossa Senhora; assim, não podemos deixar falar do papel de Maria Santíssima em nossa vida de Cristãos.
5-    As Prioridades da Diocese de Cametá.
As prioridades da Diocese de Cametá aprovadas na III Assembleia do Povo de Deus foram também adaptadas ao Modelo das Pequenas comunidades Cristãs e entre elas destacamento principalmente a primeira e quarta prioridade como urgências para manutenção da dinâmica permanente da vida das comunidades.
     1- A Diocese de Cametá Lugar de Formação e Animação Bíblica da Pastoral.
4-    A Diocese de Cametá Lugar de Revitalização e Criação de Novas Comunidades.
5-    Diocese de Cametá, espaço para a evangelização da Juventude.

a)    Missão permanente.
No modelo pequenas comunidades Cristã se faz necessários que se mantenha a fidelidade e a permanência nas seguintes atividades.
      I.        A Formação de leigos nas Sagradas escrituras e Doutrina da Santa Igreja e nos ensinamentos do seu magistério;
    II.        Fundação e animação de comunidades da Igreja católica Romana;
   III.        Fomentar a espiritualidade dos seus membros e demais membros do povo de Deus;
  IV.        Contribuir para o bom êxito da evangelização nas comunidades, pastorais, áreas pastorais, serviços, e movimentos;
   V.        Defendermos a fé católica;
  VI.        Sermos fieis servos e servas testemunhas do amor do Cristo Bom Pastor;
 VII.         Fomentar a evangelização das Famílias, Jovens e Crianças;
VIII.        Realizar missões de acordo com a necessidade e designação do ordinário local;
  IX.        Articular as garantias dos direitos humanos fundamental;
   X.        Realizar obras de Caridade;
  XI.        Viver o espírito missionário, integrados na Pastoral da Igreja local e que se dedicam à evangelização.

b)   Praticas diária nas Pequenas comunidades Cristãs.

Todo discípulos de Cristo Jesus precisa manter-se abastecido pelo próprio Cristo e para isso é necessários:

      I.        Leitura diária do evangelho;
    II.        Testemunho de vida de um verdadeiro discípulo de Jesus Cristo;
   III.        Fazer da sua casa um Santuário Igreja Doméstica.
  IV.        Oração diária em família, comunitária e individual, Ofício das Horas. "Orai sem cessar". (1Ts 5,17);
   V.        Estar inserido na vida da comunidade local exercendo ministério dentro de uma pastoral ou movimento da Igreja de Jesus Cristo.
  VI.        Participar da Santa Missa ou Celebração da Palavra de sua Comunidade;
 VII.        Rezar o Santo Terço Diariamente e ter em Maria a Mãe de Jesus modelo de fidelidade a Jesus Cristo. "Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. (Lc 1,38)
VIII.        Trabalhar para a restauração e santificação das Familiares. ( Porque, quanto a mim, eu e minha casa serviremos o Senhor".) (Js 24,15);
  IX.        Ir em busca daqueles que estão afastados da Igreja de Jesus Cristo;
   X.        Ajudar aqueles que precisam “as ovelhas sem pastor”;
  XI.        Estar em profunda unidade com a Igreja Local sem nunca esquecer que somos membros do corpo de Cristo. (Rm 12,5).
 XII.        Ter comunhão com o Bispo, Padres e coordenadores dos Serviços onde estamos inseridos;
XIII.        Ter vida sacramental, batismo, eucaristia, confissão, crisma, o que é próprio do seu estado e condição;
XIV.        Ser missionário que esta é vocação de todo batizado.
Hoje nós queremos aplicar nossa sugestão às todas as Pequenas Comunidades Cristã contra o mal do desanimo que levou a morte de tantas comunidades e que impediu que surgissem novas.
Em varias localidades de nossas paróquias ainda não tem comunidade católica, precisamos aproveitar nessas localidades as pessoas simples e que em suas casas juntos com seus vizinhos tem coragem de vivenciar essa experiência da Pequena Comunidade Cristã de rezar o circulo bíblico, rezar o terço mariano ou fazer inúmeras manifestações da fé católica e as varias comunidades que ainda precisam se fortalecer criar os grupos de Jovens, criar pastorais, o método pequena comunidade não tem burocracia para ser implantado precisa de gente que queira viver como discípulos e discípulas de Cristo Jesus, formando Pequenas Comunidades Cristãs, precisamos reforçar o sentimento de pertencer a Cristo Jesus e a sua Igreja.
"Ouvi então a voz do Senhor que dizia: Quem enviarei eu? E quem irá por nós? Eis-me aqui, disse eu, enviai-me". (Is 6,8)

1     O Serviço de Animação vocacional nas Pequenas comunidades Cristãs
A ação vocacional procede da decisão amorosa e maternal da Igreja de prestar o melhor serviço a todas e a cada uma das pessoas, para serem elas mesmas segundo o projeto de Deus, para descobrirem “o dom de Deus” e o Seu amor incondicional e único e para assumirem o serviço salvífico que devem prestar na Igreja e no mundo.
A ação vocacional tem como dever “premente e irrecusável anunciar e testemunhar o sentido cristão da vocação”, a boa notícia do chamado. O povo cristão tem direito a escutar este “Evangelho da Vocação”. A ação vocacional deve procurar atingir todas as pessoas, em todas as idades e ao longo de toda a vida. O Serviço vocacional não conhece fronteiras; dirige-se a todos e não apenas a algumas pessoas privilegiadas, porque todo o ser humano tem o desejo de conhecer o sentido da vida e do seu lugar na história; é uma proposta contínua que não acontece apenas uma vez na vida; não é só para jovens, pois o convite do Senhor a segui-lo dirige-se a todas as idades e a vocação considera-se plenamente realizada na hora da morte.
A ação vocacional acontece no mistério de Deus: Toda a pastoral da Igreja tem o seu fundamento teológico na eclesiologia renovadora do Concílio Vaticano II, que define a Igreja como comunhão e missão. A comunhão encarna e manifesta a essência da Igreja. A animação vocacional situa-se na compreensão da Igreja como comunhão e missão. Sendo assim, os vocacionados ao ministério dão continuidade ao serviço de Jesus, ungido pelo Espírito Santo, para levar a Boa Nova aos pobres, a luz aos que andam nas trevas, a liberdade aos prisioneiros, a vida a todos os homens.
Toda a vocação na Igreja está ao serviço da santidade.
   6- A pequena comunidade Cristã e o Ecumenismo
1. Promover a restauração da unidade entre todos os cristãos é um dos principais propósitos do sagrado Concílio Ecuménico Vaticano II. Pois Cristo Senhor fundou uma só e única Igreja. Todavia, são numerosas as Comunhões cristãs que se apresentam aos homens como a verdadeira herança de Jesus Cristo. Todos, na verdade, se professam discípulos do Senhor, mas têm pareceres diversos e caminham por rumos diferentes, como se o próprio Cristo estivesse dividido(1). Esta divisão, porém, contradiz abertamente a vontade de Cristo, e é escândalo para o mundo, como também prejudica a santíssima causa da pregação do Evangelho a toda a criatura.
O Senhor dos séculos, porém, prossegue sábia e pacientemente o plano de sua graça a favor de nós pecadores. Começou ultimamente a infundir de modo mais abundante nos cristãos separados entre si a compunção de coração e o desejo de união. Por toda a parte, muitos homens sentiram o impulso desta graça. Também surgiu entre os nossos irmãos separados, por moção da graça do Espirito Santo, um movimento cada vez mais intenso em ordem à restauração da unidade de todos os cristãos. Este movimento de unidade é chamado ecuménico. Participam dele os que invocam Deus Trino e confessam a Cristo como Senhor e Salvador, não só individualmente mas também reunidos em assembleias. Cada qual afirma que o grupo onde ouviu o Evangelho é Igreja sua e de Deus. Quase todos, se bem que de modo diverso, aspiram a uma Igreja de Deus una e visível, que seja verdadeiramente universal e enviada ao mundo inteiro, a fim de que o mundo se converta ao Evangelho e assim seja salvo, para glória de Deus.
7-    O que precisamos para fazer a missão acontecer?
Planejar é fundamental, definir com a Pequena comunidade o dia e o horário que vai acontecer o encontro fraterno ou a Celebração da Palavra de Deus ou a Eucaristia com as varias pequenas comunidades na capela Setorial que chamamos de Capela da Comunidade Cristã
8-    E a avaliação do Trabalho?
 Ao avaliar deve-se ter em mente o processo como um todo, e como sempre deu certo não precisamos inventar mais nada, usamos o método ver, julgar, agir avaliar e celebrar que é muito usado pela Pastoral da Criança.

9-    A formação  Teológica da Pequena Comunidade Cristã.
 Pelas dificuldades que temos em nossa Diocese de Cametá, pelas distancia territoriais em conseguirmos fazer formação com frequência, é necessário que envie para a Escola de formação para leigos algum membro da nossa Pequena Comunidade Cristã que irá nos ajudar na formação dos membros com intuito de facilitar o amadurecimento da fé e o sustento da missão, Aqui em Breu Branco-PA, nós nos encontramos toda segunda feira das 19:30 até as 21:00 para estudarmos a sagrada escritura, o catecismo da Igreja católica ou outros documentos da igreja bem como assuntos que achamos necessário aprofundarmos.
10-  Alimento da fé.
A pequena comunidade é parte da Igreja de Cristo Jesus, não podemos esquecer nossa origem e manter com frequência exercícios de fé como a celebração da palavra de Deus, oração do santo Terço, via sacra, retiros espirituais, adoração eucarística e quando oportuno receber os sacramentos da confissão e da Eucaristia.



11- A experiência
Todas as questões abordadas são práticas e esforços da Fraternidade Secular Servos e Servas do Cristo Bom Pastor, que tem como base física a capela da comunidade são Marcos que fica localizada no Bairro Liberdade em Breu Branco-PA, e nossa pratica pastoral acontece, nos vários serviços e pastorais da Paróquia São Sebastião e algumas localidades que estamos formando Pequenas Comunidades Cristãs até agora temos a Santa Helena na vicinal de mesmo nome, São Jorge nos Bairros Batata e Castanheira, Sagrado coração de Jesus na Vila maranhense na Estrada do Pitinga.

Conclusão
            Diante de tantas exigências e dificuldades encontradas na Realidade eclesial não podemos burocratizar a Criação de comunidade sujeitas as estruturas de prédios nem a quantidade de pessoas, é possível ser Cristão e ser Igreja e viver a fé como Pequena Comunidade Cristã, o tempo exige de todos nós métodos acessíveis a cada realidade devido a reordenamento  habitacional que passa a comunidade humana, uma nova evangelização passa pela readaptação de como apresentar as verdades Cristãs de ontem de hoje e sempre na realidade atual.







REFERÊNCIA
CELAM, Conclusões da V Conferência do Episcopado Latino-Americano - Aparecida. São Paulo, CNBB, 2007
Bíblia de Jerusalém 6 Edição Editora Paulus, São Paulo  2010.
Estatuto da Fraternidade Secular Servos e Servas do Cristo Bom Pastor.
Documento 100 da CNBB- comunidade de Comunidades uma Nova Paroquia. CNBB São Paulo 2013
Aurélio Século XXI, São Paulo 1999.    
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. 3ª. ed. Petrópolis: Vozes; São Paulo: Paulinas,
Loyola, Ave-Maria, 1993.




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