quarta-feira, 8 de junho de 2016

SÃO FRANCISCO DE ASSIS E A IRMÃ MORTE

Francisco quando estava perto da sua morte, disse ao médico: "Irmão médico, diga com coragem que minha morte está próxima, para mim ela é a porta da vida!" E aos frades: "Quando perceberdes que cheguei ao fim, do jeito que me vistes despido anteontem, assim me colocai no chão, e lá me deixai ficar mesmo depois de morto, pelo tempo que alguém levaria para caminhar sem pressa uma milha".
Enquanto os frades choravam amargamente e se lamentavam inconsoláveis, o pai santo mandou trazer um pão. Abençoou-o, partiu-o e deu um pedacinho para cada um comer. Também mandou trazer um livro dos Evangelhos e pediu que lessem o Evangelho de São João a partir do trecho que começa: "Antes do dia da festa da Páscoa", etc. Lembrava-se daquela sagrada ceia que foi a última celebrada pelo Senhor com seus discípulos. Fez tudo isso para celebrar sua lembrança, demonstrando todo o amor que tinha para com seus frades.
Francisco chegou a exortar para o louvor até a própria morte, que todos temem e abominam, e, correndo alegre ao seu encontro, convidou-a com hospitalidade: "Bem-vinda seja a minha irmã morte!"(2Cel 217).
Um ano antes da sua morte, Francisco, quando estava completamente cego, fraco fisicamente, havia composto o cântico do irmão sol, ou seja, cego, enxergando a luz e a beleza de todas as coisas criadas, canta os louvores a Deus, o Altíssimo. E na hora da sua morte chamou a si os dois frades prediletos: Frei Ângelo e Frei Leão para cantarem o sobredito cântico, e Francisco então ajuntou a última estrofe: 

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